Bandeira Nacional Portuguesa

Características
O comprimento da bandeira é igual a 11⁄2 da sua largura, que se traduz numa proporção de 2:3. O fundo é verticalmente dividido em duas cores: verde escuro do lado da haste, e vermelho escarlate da mosca. A divisão das cores é feita de maneira a abranger verde em 2⁄5 do comprimento, sendo os restantes 3⁄5 preenchidos por vermelho (relação 2-3). O brasão de armas (sem a coroa de louros), (o escudo português no topo de uma esfera armilar em amarelo e avivada de negro), é posicionado sobre a fronteira entre ambas as cores.
A esfera armilar tem um diâmetro igual a 1⁄2 da largura e é equidistante das bordas superior e inferior da bandeira. A esfera, desenhada em perspectiva, possui seis arcos de ponta em relevo, quatro dos quais são circulos máximos, sendo os outros dois círculos menores. Os círculos máximos representam a eclíptica (maior arco oblíquo), o equador e dois meridianos. Estes três últimos são posicionados de modo que as intersecções entre cada dois arcos fazem um ângulo recto, um meridiano está no plano da bandeira enquanto o outro é perpendicular a este. Os círculos menores consistem de dois paralelos (dos trópicos), e cada tangente sendo uma das intersecções da eclíptica-meridiano.
Verticalmente centrado sobre a esfera está o escudo nacional. Sua altura e largura são iguais a 7⁄10 e 6⁄10 do diâmetro da esfera, respectivamente. O escudo está posicionado de uma forma que seus limites se cruzam com a esfera:
- nos pontos de inflexão das extremidades distais do Trópico de Câncer (acima) e Trópico de Capricórnio (abaixo);
- no cruzamento das bordas inferiores da metade posterior da eclíptica e de metade anterior do equador, e
- na intersecção da borda superior da metade anterior da eclíptica com a borda inferior da metade posterior do equador.
Um aspecto curioso do projecto oficial é a ausência de um segmento do Trópico de Capricórnio, entre o escudo nacional e o arco da eclíptica.
O centro branco é, preenchido com cinco escudos azuis (escudetes ou quinas) dispostos como uma cruz grega (1+3+1). Cada quina contém cinco besantes brancos exibidos em forma de cruz de Santo André (2+1+2). A borda vermelha é detalhada com sete castelos amarelos: três no topo (uma em cada canto e uma no meio), dois no ponto médio de cada quadrante da base curva (rodados 45 graus), e mais dois em cada lado da borda, sobre a linha horizontal da bandeira do meio. Cada castelo é composto por um edifício principal, mostrando um portão (amarelo) fechado, em cima da qual estão três torres com ameias.

Simbolismo
A bandeira portuguesa exibe três símbolos importantes: as cores dos campos, a esfera armilar e o escudo português, que compõem o brasão de armas.

Cores
A explicação para as cores verde e vermelho que compõem o campo de fundo surgiram durante o período do Estado Novo, o regime nacionalista autoritário que detinha o poder entre 1933 e 1974. Alega que o verde representa a esperança do povo português, enquanto que o vermelho representava o sangue dos que morreram servindo a nação. Fontes acreditam que esses significados nobres não correspondem à verdade e são nada mais do que propaganda, para fornecer uma justificação honrosa para sua escolha de cores.
Apesar do facto que nunca estas cores terem constituído uma parte significativa da bandeira nacional até 1910, estiveram presentes em várias bandeiras históricas durante períodos importantes. D. João I incluiu uma cruz de Aviz verde no bordure vermelho de sua bandeira. A cruz vermelha da Ordem de Cristo foi usada sobre um campo branco como uma flâmula naval durante os Descobrimentos e, frequentemente, em velas de navios. Uma versão de fundo verde foi um padrão popular dos rebeldes durante a revolução de 1640 que restaurou a independência de Portugal para a Espanha. Não há fontes registadas para confirmar que esta foi a origem das cores republicanas. Outra explicação dá crédito total para a bandeira que foi hasteada na varanda do salão da cidade do Porto durante a rebelião de 1891. Consistia num campo vermelho com um disco verde e a inscrição Centro Democrático Federal «15 de Novembro» , representando um dos muitos clubes de maçonaria de inspiração republicana.Durante os 20 anos seguintes, o vermelho-e-verde esteve presente em cada item republicano em Portugal.

Esfera armilar
A esfera armilar foi um importante instrumento astronómico e de navegação para os marinheiros portugueses que se aventuraram em mares desconhecidos, durante a Era dos Descobrimentos. Foi introduzido pelos Cavaleiros Templários, cujo conhecimento foi essencial para os descobrimentos portugueses - Infante D. Henrique, o grande responsável do desenvolvimento da Era dos Descobrimentos, foi realmente o Grão-mestre da Ordem de Cristo. Tornou-se, assim, o símbolo do período mais importante da nação, as descobrimentos portugueses. À luz disto, D. Manuel I, que governou durante este período, incorporou a esfera armilar na sua bandeira pessoal. Foi simultaneamente utilizado como estandarte de navios que dobravam a rota entre a metrópole e o Brasil, tornando-se assim um símbolo colonial e um elemento fulcral das bandeiras do futuro reino e império brasileiro.
Acrescentando ao significado da esfera ser comum em todas as obras arquitectónicas de influência manuelina, onde é um dos principais elementos estilísticos, como visto no Mosteiro dos Jerónimos e na Torre de Belém.

Escudo português
Design actual do escudo português. Desde 1143, é exibido na bandeira nacional, com diferentes formatos e complexidade.
O escudo português assenta sobre a esfera armilar. Excepto durante o reinado de Dom Afonso Henriques, está presente em cada bandeira histórica, de uma forma ou de outra. É o principal símbolo português, bem como um dos mais antigos, com os primeiros elementos do escudo actual a aparecerem durante o reinado de D. Sancho I. A evolução da bandeira portuguesa está inerentemente associada com a evolução do escudo.
Dentro de uma borda branca, cinco quinas (pequenos escudos azuis), com seus cinco besantes brancos representam as cinco chagas de Cristo quando crucificado e popularmente associadas com o "Milagre de Ourique". A história associada com este milagre conta que antes da Batalha de Ourique (25 de Julho de 1139), um velho eremita apareceu diante de Conde Afonso Henriques (futuro Afonso I de Portugal) como um mensageiro divino. Previu a vitória de Afonso Henriques e garantiu-lhe que Deus estava olhando por ele e seus pares. O mensageiro aconselhou-o a afastar-se de seu acampamento, sozinho, se ouvisse o sino da capela próxima a tocar na noite seguinte. Ao fazer isso, testemunhou uma aparição de Jesus na cruz. Eufórico, ouviu Jesus prometendo vitórias para as batalhas que viessem, dizendo que Deus desejava agir através de Afonso e seus descendentes, a fim de criar um império que levaria seu nome para terras desconhecidas, escolhendo o português para realizar grandes tarefas.
Impulsionado por esta experiência espiritual, Afonso Henriques ganhou a batalha contra um inimigo poderoso. Diz a lenda que Afonso Henriques matou os cinco reis mouros das taifas de Sevilha, Badajoz, Elvas, Évora e Beja, antes de dizimar as tropas inimigas. Assim, em gratidão a Jesus, incorporou cinco escudos (quinas) dispostos em forma de uma cruz, representando a vitória divina conduzida sobre os cinco reis inimigos cada um carregando com as cinco chagas de Cristo na forma de besantes de prata. A soma de todos os besantes (sendo os besantes centrais contados duas vezes) daria trinta, simbolizando os 30 dinheiros que Judas teria recebido pela traição a Jesus Cristo.
No entanto, as evidências indicam que o número de besantes em cada quina foi superior a cinco durante longos períodos a seguir ao reinado de Dom Afonso Henriques, bem como o facto de que somente no século XV, esta lenda ser registada numa crônica de Fernão Lopes (1419), suporta esta explicação como um puro mito altamente carregado de sentimento patriótico no sentido de que Portugal foi criado por uma intervenção divina e estava destinado a grandes feitos.
Os sete castelos são tradicionalmente considerados um símbolo das vitórias portuguesas sobre os seus inimigos mouros, durante o reinado de D. Afonso III, que supostamente conquistou sete fortalezas inimigas durante a conquista do Algarve, concluída em 1249. No entanto, esta explicação é fraca, uma vez que este rei não tinha sete castelos na sua bandeira, mas sim, um número não especificado. Algumas reconstruções exibem cerca de dezasseis castelos, sendo este número alterado para doze em 1385, e sendo apenas fixado em sete em 1485. Uma hipótese sobre a origem dos castelos na borda vermelha encontra-se nos laços de família de D. Afonso III com Castela (sua mãe e segunda mulher eram castelhanas), cujos brasões consistiam num castelo dourado sobre um campo vermelho.

(in wikipedia)

Como dobrar a Bandeira Nacional

O dobrar da Bandeira Nacional é feito de modo a que, no final se obtenha um rectângulo com as dimensões do Escudo Nacional, seguindo os seguintes passos:

1.  Segura-se a bandeira na horizontal pelas bordas da tralha (lado da bandeira que se prende ao mastro) e do batente (o lado contrário de tralha):
 
 
     
2.  Dobra-se o terço superior da bandeira para trás:
 
 
     
3.  Dobra-se o terço inferior da bandeira para trás:
 
 
     
4.  Dobra-se o lado do batente para trás:
 
 
     
;5. Finaliza-se, dobrando-se o lado da tralha para trás.
 
 
     




  


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