Temática 2013-2014

VIDA

"Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milénio!"


Tema
:
“Jovens de todos os continentes, não tenhais medo de ser os santos do novo milénio!”
[Mensagem da XV Jornada Mundial da Juventude, 2000]

Personagem:
João Paulo II

Símbolo:
Báculo

Referências:
A busca da santidade/A vida do Santo Padre




Cristo veio ao mundo para que pudéssemos ter a vida em abundância (Jo 10, 10).

Sempre que o Homem vive infeliz, desanimado, triste, esmagado, oprimido, desrespeitado, etc., Deus “sofre” com o Homem. O desígnio de Deus em relação à Humanidade é um desígnio de paz, saúde, felicidade, realização plena e, em última análise, salvação. Por isso, a pessoa humana deve ter altas aspirações e nunca se contentar com uma existência
medíocre, falhada e, sobretudo, desperdiçada.

No mundo de hoje predomina uma lacuna de esperança na vida de tantas pessoas, seja por motivos de ordem económica, política, cultural, religiosa (quando a religião é tida exclusivamente como tradição ou quando ignora a revelação cristã), ou outros. Por isso, importa afirmar que, no acolhimento da vida que vem de Deus ou, no acolhimento de Deus na vida e, acima de tudo, no acolhimento de Cristo, a própria Vida, está o caminho do Homem.

João Paulo II atribuiu no seu pontificado uma notória centralidade a Cristo na relação com o todo da pessoa humana. Fê-lo no seu discurso inaugural, desenvolveu-o na sua primeira carta encíclica, de certa forma programática (Redemptor Hominis de 1979) e, ao longo dos muitos e fecundos anos de exercício do múnus petrino, deixou essa dimensão bem patente, em inúmeros discursos e nos principais documentos oficiais. As palavras com que inaugurou o seu pontificado falam por si: “Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o seu poder! (…) Não tenhais medo! Abri, de par em par, as portas a Cristo! Ao seu poder salvador, abri as fronteiras dos Estados, os sistemas económicos e políticos, os vastos campos da cultura, da civilização e do desenvolvimento! Não tenhais medo!”
(22/10/1978). Está claro que, para João Paulo II, a vida humana precisa da Vida que é Cristo, ainda mais do que a terra sequiosa precisa de água.

Com João Paulo II queremos contemplar duas dimensões fundamentais: a busca da santidade e a vida do Santo Padre.


A BUSCA DA SANTIDADE
Karol Wojtyla revelou desde muito cedo um particular empenho na busca de uma vida santa. Recebeu o baptismo cerca de um mês depois do seu nascimento e, por isso, começou aí a sua vocação à santidade.

A sua vida humana esteve sujeita a duríssimas provas, nomeadamente o prematuro falecimento de sua mãe e também, três anos depois, do seu irmão mais velho, o início dos seus estudos teológicos na clandestinidade, um grave atropelamento que o vitimou, as perseguições nazis, etc.. As dificuldades foram sempre muitas e variadas mas, no espírito deste jovem polaco crescia, acima de tudo, o desejo de acolhimento do chamamento de Deus, ou seja, da sua vocação cristã.

Na perseverança, Karol encontrou o projecto de Deus a seu respeito, e deixou-se conduzir por ele, ainda que humanamente se sentisse inseguro: a fé em Deus bastava e, por isso, mesmo na dúvida, foi sempre capaz de avançar.

Com João Paulo II aprendemos o valor de uma vida santa, e encontramos alento para caminhar.


A VIDA DO SANTO PADRE
A vida deste homem transformou-se quando, em 1978, foi eleito Papa mas, no essencial, aquele que agora se sentava na cátedra de Pedro era o mesmo que em toda a sua vida buscara o cumprimento da vontade de Deus. Mudou o horizonte da sua acção, manteve-se o conteúdo.

O seu pontificado, escusado é dizê-lo, foi extraordinário. Como elemento inspirador, é forçoso sublinhar a sua aceitação do sofrimento que a doença lhe trouxe e a maneira como a considerou ser participação nos sofrimentos de Cristo. Da sua profunda e mística união a Cristo é testemunha o báculo que o acompanhou, em forma de Cruz.

João Paulo II deu também assinalável exemplo na busca de diálogo com todos os sectores da sociedade, com membros de outras religiões, com pessoas de diferentes países e culturas. Sem condicionantes de ordem diplomática, ou outros, dirigiu corajosas palavras de súplica de paz que ecoam ainda no coração de muitos que o ouviram.
Foram igualmente corajosas as suas palavras de defesa dos pobres e de denúncia dos esquemas colectivos de pecado social geradores de injustiças. Este grande Papa defendeu firmemente a vida humana, em todos os seus estádios. Não receou ameaças, apesar de essas serem reais e até se terem concretizado (1981), e apelou, por toda a parte, ao regresso dos corações para Cristo redentor.

Por último, estabeleceu com a juventude uma ligação ímpar, não cessando de convidar todos para o caminho da santidade.

Com João Paulo II contemplamos uma vida plena que atrai para Cristo.


(in Plano Triénio 2011-2014)
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